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08 de Novembro
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POR BANCO PINE

Pine deve ter mais um ano de perda, mas vê recuperação

Após três anos de prejuízo, o Banco Pine vê sinais de recuperação, em meio a uma mudança de foco para empresas de médio porte. Em 2019, o banco deve fechar no vermelho pelo quarto ano seguido, mas a expectativa é que o crescimento da carteira ajude no resultado de 2020.

“Desde 2017 investimos mais de R$ 40 milhões em tecnologia, em meio ao processo de ‘turnaround’, e definimos que queremos ter um índice de Basileia entre 11,5% e 12%”, diz o CEO do Pine, Mauro Sanchez. No ano passado, o banco disse que redesenhou produtos, colocou equipe na rua e começou a expandir a carteira nova, embora a antiga ainda esteja encolhendo, o que reduz o tamanho total.

O banco divulga balanço dia 11 de novembro e, por estar em período de silêncio, não pode dar muitos detalhes. Sanchez explica que o Pine não fornece guidance, mas aponta que o prejuízo vem diminuindo a cada trimestre e que, avaliando dados públicos, é possível inferir que a instituição voltará ao positivo relativamente em breve.

No segundo trimestre, o Pine teve prejuízo de R$ 30 milhões, com uma carteira de crédito expandida de R$ 4,092 bilhões, baixa de 3,7% ante o primeiro trimestre. A carteira “corporate II”, segmento de empresas com faturamento até R$ 500 milhões - novo foco do banco - atingiu R$ 962 milhões, alta de 16,2%. “Nos próximos trimestres o delta da carteira nova deve superar a queda da velha. Essa situação fará a carteira total crescer e isso consome capital”, afirma o CEO.

Esse é um dos motivos do aumento de capital anunciado pelo Pine no mês passado, de até R$ 100,147 milhões, mediante a emissão de novas ações. O controlador, Noberto Nogueira Pinheiro, se comprometeu a subscrever o valor mínimo de R$ 62,5 milhões.

Sanchez diz que a nova estratégia do Pine, de expandir a base de clientes, pulverizar riscos e adotar processos digitais mais ágeis, oferecendo serviços agregados, já está dando resultado. “Nosso propósito é financiar rápido e servir bem milhares de empresas. Construímos um modelo de open banking e estamos trabalhando em parcerias operacionais com fintechs. Isso nos permite chegar mais rápido no nosso público e reduzir o custo de aquisição de cliente”, explica.

No segundo trimestre, o Pine vendeu seu balcão de seguros para a Generali, por R$ 24 milhões, e também se desfez da participação na Eneva no follow-on da companhia, levantando R$ 107 milhões.

Outro dos “legados” do banco, porém, ainda deve demorar para ser sanado: R$ 606,853 milhões em imóveis retomados, oriundos de safras de crédito produzidas quando atuava apenas no segmento de grandes empresas. “A retomada do mercado imobiliário, turbinada pela redução da Selic, deverá acelerar a realização dos ativos não core, e a consequente liberação de capital”, destacou o Pine no balanço do segundo trimestre.

Passada a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, o banco pretende fazer um roadshow, para mostrar aos investidores seu novo plano estratégico. Um dos poucos sobreviventes da leva de bancos médios que foi pra bolsa no boom de IPOs de 2007, as ações do Pine têm uma liquidez muito baixa, mas nem por isso o banco cogita fechar o capital. Pelo contrário. Concluindo sua “lição de casa”, a instituição não descarta a realização de uma oferta subsequente de ações (follow-on).

“A gente não descarta essa opção [follow-on], mas no momento não tem nada estruturado”, diz Sanchez. “Temos uma lição de casa de virada de resultado para concluir, mas, feito isso, acredito que o Pine se torna uma opção muito interessante para o investidor. Somos um banco nichado, competitivo, completamente aberto ao open banking”, acrescenta.

Com o aumento de capital, o Pine também espera ser capaz de, no futuro, adotar medidas para “defender” suas ações, como a volta da distribuição de dividendos e um programa de recompra de papéis.

O Pine, cujo nome é uma alusão ao sobrenome de Noberto, foi fundado em 1997, mas a história da família Pinheiro com o sistema financeiro é mais antiga. Eles fundaram o BMC, em Fortaleza (CE), em 1939. Em 2007, o banco foi vendido para o Bradesco. Em março deste ano, o Pine se mudou para uma nova sede na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, zona sul de São Paulo.

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